Dicas de fotografia

O início...

1) Fotografar não é simplesmente dar um “clik”, é registrar emoções.

São as fotos que vão eternizar o que acontece hoje. Assim como o celular foi inventado para telefonar, o que foi inventado para fotografar foi a câmera. Não adianta ficar exibindo o celular de última geração registrando momentos, uma vez que a qualidade deixa a desejar. Raríssima a vez que um celular faz com qualidade o registro de uma imagem; já uma câmera bem manuseada, raríssima a vez que a foto sai ruim. E não adianta apenas guardar em computador ou cd ou outra mídia que exista pois o que é moderno hoje pode ser obsoleto em curto espaço de tempo. Por exemplo.... lembramos das fitas de vídeo cassete, que muitos de nós temos em casa mas não temos como assístí-las. Há uma perspectiva tecnológica que em pouco tempo não existirá onde rodar um cd e que provavelmente haverá algo para substiuí-lo e assim sempre vai acontecer. Então, se fizermos registros em fotos, temos que lançar mão das mídias disponíveis para armazenar, mas não podemos abrir mão da revelação das principais fotos; são as fotos reveladas que preservarão a emoção da história. Recentemente fui solicitado para reproduzir imagens históricas para a publicação na edição da Folha Diocesana em comemoração aos 25 anos da Diocese de Guanhães. Se não existissem fotos reveladas, quem que com menos de 35 anos iria saber o que aconteceu na época da instalação da Diocese, da Sagração do primeiro bispo? E tem mais... existe uma oferta grande de opções para transferir imagem digital para o papel... são as impressões X revelações. A impresssão, inicialmente, nos induz a usá-la pois, são mais baratas. Mas desbotam à insidência contínua de luz e são sensíveis a água. Já a revelação que é um processo de reação química por oxidação, ultrapassam comprovadamente os 130 anos.

2) Ética no que se faz... ou seja, nossa conduta deve seguir o que é regido pela sociedade, no que tange as relações humanas, como respeito e principalmente os limites.

  1. Não somos paparazos... aí é onde a ética entra.
  2. Estaremos em locais públicos e uma postura de discrição sempre é recomendável.
  3. Não vamos sair identificados como “Imprensa”, se não temos esta formação.

Entendimento do que é fotografia...

1) Fotografia é luz... sem luz, fotografia não existe.

  1. A máquina fotográfica é réplica do olho humano + cérebro; a lente = olho; e o corpo da máquina = parte do cérebro onde ocorre o registro da imagem.
  2. Imaginemos uma sala totalmente no escuro... está totalmente no escuro porque não há presença de luz. A partir do momento que adicionamos luz a este ambiente, vai se formando uma imagem em nosso cérebro, através da percepção de nossos olhos.
  3. A imagem então, nada mais é do que o reflexo da luz em um objeto direcionada a nossos olhos. Logo, o que os olhos veem a máquina fotográfica é capaz de registrar.

2) Primeiros preceitos, conceitos e variáveis no registro da imagem e ajuste ideal...

  1. Cuidados com nossos equipamentos de trabalho, ter o hábito ao pegar a máquina fotográfica, garantir sua integridade, pois ela é nosso instrumento de trabalho, então, entrelaçar sua alça através do pulso direito, deverá ser o primeiro ato.
  2. ISO – É uma sigla em inglês que representa a capacidade da máquina captar a luz para fazer uma imagem. Varia na escala de 50 a 1200 e em algumas máquinas pode ir até 6.400, com a possibilidade de automatismo. Quanto menor o ISO, menos registro de luz e quanto maior o ISO, maior a captação da luz. Então qual o valor ideal para ISO? Em situações comuns, o ISO ideal é “200”. O uso do ISO automático é a pior opção, a não ser em situações especiais e o usuário esteja convicto do que está fazendo.
  3. Pixel – É a menor porção da imagem e que representa o tamanho da mesma em forma retangular e que determina a resolução/qualidade da imagem. Qual a resolução ideal? A resolução ideal é a maior que a câmera oferece. Um arquivo em alta resolução, nos permite fazer ampliações de grande formato, como também ser reduzido para transito na internet. Porém, um arquivo em baixa resolução fica impossibilitado de ser reproduzido com boa qualidade.
  4. Velocidade e abertura – É o tempo que o diafrágma da lente ficará aberto, para a formação da imagem. Estes dois recursos ficam automatizados quando optamos pela função “automática” para fotografar.
  5. Tipos de Luz – Natural com sol, natural com sombra, encandecente e fluorescente. Neste ítem, temos que optar pela opção “automática”, uma vez que em tempo instantâneo, a câmera reconhece a situação que se encontra, e faz os ajustes com margens de erros despresíveis.
  6. Flash: quando ligar ou desligar?
    1. Automático. Nesta opção, fazemos as fotos com excelente qualidade, porém é importante o entendimento do que é fotografar “contraluz”.
    2. Eliminando olhos vermelhos. Esta é uma função que devemos deixar sempre ligada. Ma é interessante saber a razão do olho às vezes sair vermelho.
    3. Forçado. Esta opção nos garante uma margem de erro reduzida.
    4. E o excesso de brilho? O excesso de brilho na face das pessoas, especificamente na testa, nas bochechas e no nariz, ocorrem quando se tem mais luz do que a necessidade. Evidentemente outras coisas podem causar tais problemas, como oleosidade da pele, suor, filtro solar, enfim... qualquer produto que venha ser aplicado sobre a pele.
  7. Até que se consiga um domínio absoluto do equipamento, quanto menos mexer nas regulagens máquina, menos risco de erros.
  8. Antes de irmos para um evento e/ou reportagem, devemos tentar imaginar o mais real possível o que nos espera. Assim fazendo, estaremos ao chegar no local do evento, prontos para fotografar. A partir daí é que nosso entendimento e domínio do equipamento, nos permitirá ajustar nossa máquina para as variáveis provocadas pelo ambiente e situações.
  9. Qual melhor opção, máquina com bateria ou pilha recarregável? Pilha recarregável ou bateria é a mesma coisa. É a autonomia da bateria que vai dizer qual será a duração de nosso trabalho durante um evento. Normalmente, quando se fala que a máquina usa bateria, fica implícito aquelas de formato “fininho” tipo de celular e ninguém compra uma de reserva, pois custam caro e o pouco uso as danificam tanto quanto o muito uso. Já as câmeras que usam pilha, vem em nossa mente, as baterias que também são recarregáveis, mas que têm o formato das tradicionais pilhas. Apesar de autonomia menor, as “pilhas recarregáveis”, são mais baratas e normalmente temos algumas de reserva. Assim sendo, em nossa opinião a pilha recarregável é a melhor opção de custo X benefício. É triste sair no meio de um evento sob a alegação que a bateria acabou e deixaremos de registrar os melhores momentos.
  10. Não ler o manual achando que se sabe tudo e que tudo se saberá pesquisando no “menu”, é ledo engano. Vai dificultar o aprendizado pois, os manuais são elaborados para partir do elementar ao complexo de uma forma simplificada e didática.

3) Selecionando imagens...

  1. O momento dos registros, não são adequados para a seleção de imagens, pois no instante dos acontecimentos, devemos apenas dar uma conferida rápida se está saindo tudo bem, porque também, se não tiver saindo a contento, não adianta fazer um monte de registros que possivelmente serão jogados fora.
  2. O ideal, é que a seleção de imagens para revelar e/ou publicar, seja feito em momento tranquilo e concentrado no tema de nossa reportagem, pois são as fotos que darão vida aos olhos dos leitores.
  3. Eliminar fotos é uma atitude insensível, pois o que aparentemente é inútil hoje, poderá não ser no futuro. Exemplo... vamos supor uma foto que foi feita do bispo. Na foto, o bispo saiu de olhos fechados, mas, ele estava ladeado por pessoas que nem Deus tal permita, venham a falecer e esta foto poderá ser a única imagem dessas pessoas. Vendo de outra forma... suponhamos que uma destas pessoas que estão próximas ao bispo de olhos fechados, está aniversariando e esta foto, é a única imagem que podemos lançar mão para homenagear tal pessoa.

4) Fazendo arquivos...

  1. Vamos imaginar que depois de 5 anos, precisamos de fazer uma reportagem sobre o dia de hoje... iremos ao nosso computador e abrimos a pasta “minha fotos”. Nesta pasta tem tudo que fotografamos com todos os preceitos, técnicas, dedicação que vimos anteriormente. Por curiosidade, damos um Ctrl + a, e ficamos envaidecidos ao ver que neste anos fizemos lindas fotos... mais de 1.000.000 de fotos. Mas... e cadê as fotos que preciso? Vou procurar neste universo? E se o universo não for 1.000.000, for 10.000.000? Aí não vai dar pé procurar. Mas poderemos nos organizar... Apesar de não termos a garantia que um cd é para sempre, que ele não vai apagar, é o que dispomos no momento e é barato. Então, após cada evento, descarregamos no PC e em seguida gravamos em cd. Pegamos este cd com muito carinho e cuidado, pois nele está armazenado uma boa parte de momentos de trabalho dedicado; escrevemos nele o seu conteúdo, colocamos em envelope de papel e em seguida em arquivo por ordem alfabética. Este é o mínimo necessário. Indo mais além, podemos também numerar este cd e criar um arquivo de texto detalhando ao máximo possível seu conteúdo. O pessoal das rádios e bibliotecas fazem isto muito bem.

5) Dicas... usando outras ferramentas e aprendendo com o “menu”...

  1. Um programa de edições sempre é bem vindo, mas é uma ferramenta auxiliar. Nunca devemos fotografar de qualquer jeito pensando que em casa resolve-se os problemas com o Photoshop. Para usar programas de edições, é importante ter um bom conhecimento de composição de imagens, composição das cores para gráfica e para revelação, brilho, contraste, preservação da resolução fotográfica, enquadramento, proporção, etc.
  2. O momento de um evento, não é adequado para descobrir recursos do equipamento, pois, poderemos ser solicitados repentinamente e não dar tempo de voltar para a configurção ideal. Mas sempre que possível deve-se ler o manual e ao mesmo tempo, testar o equipamento, e observar as modificações ocorridas nos resultados. Nunca fazer testes em situações de compromisso.

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